Porque é de extrema importância para o Brasil reestruturar e manter uma base na Antártica?


O PROANTAR (Programa Antártico Brasileiro ) é um programa do governo brasileiro gerido pela Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), que tem presença no continente da Antártida e no oceano Austral ou Antártico.
No ano da instituição do PROANTAR (1982), o Brasil adquiriu o navio-polar dinamarquês "Thala Dan", renomeado de "Navio de Apoio Oceanográfico (NApOc) Barão de Teffé", com a finalidade de realizar reconhecimento hidrográfico,  oceanográfico  e meteorológico  de porções do continente Antártico com vistas a selecionar um local para a instalação de uma base brasileira. Como resultado desta expedição, o Brasil foi reconhecido como Parte Consultiva do tratado da Antártica.
No fim de 1983 e inicio de 1984, em uma Operação chamada Antártica II, foram instalados oito módulos, que abrigou doze pessoas durante 32 dias, dando inicio a Estação Antártica Comandante Ferraz. Em 1984, durante a Operação Antártica III, iniciaram-se as pesquisas biológicas na estação, lideradas pelo bioquímico paranaense Metry Bacila, em conjunto com outros pesquisadores da UFPR, USP, UNIFESP e Universidade de Taubaté.  Durante a Operação Antártica IV, em 1986, a estação passou a ser ocupada permanentemente.
Para manter a estação ao nível das estações de outros 30 países que também possuem base instalada na antártica, exige um custo muito alto. Então, a questão: Por que devemos manter a base brasileira na Antártica?
Apesar de conhecermos a Antártida como um lindo continente de gelo, ela é estratégica. Não só do ponto de vista militar, mas sim por todas as riquezas existentes no continente. Existem reservas minerais importantes como carvão, cobre, urânio e talvez petróleo, também existem as rotas transpolares que é outro tema interessante. É uma região cada vez mais cobiçada por diversos países. Apesar do extremo frio, tem água potável. Diversos países consideram que a Antártida possa ser no futuro fonte de conflitos. Atualmente sete países reivindicam soberania na Antártida: Argentina, Austrália, Chile, França, Noruega, Nova Zelândia e Grã Bretanha. Essas reivindicações não são reconhecidas pela ONU, embora sejam mencionadas no Tratado. Não é em vão que o Reino Unido está nas Malvinas, próximo ao continente gelado.  Além disso, o continente é um ponto de encontro dos oceanos Atlântico Sul, Índico e Pacífico, o que pode permitir a criação de rotas comerciais importantes. Estando na Antártida, tornam-se tudo mais fácil para garantir a participação nesse comércio. A Antártida é tão estratégica  para o Brasil quanto à preservação da Amazônia ou do Atlântico Sul. Agora em 2020, depois do incêndio de fevereiro de 2012 que dizimou a estação inicial montada, acabamos de reinaugurar com investimentos em torno de $100 milhões. Esta nova estação será constituída por 17 laboratórios, equipados com tecnologias avançadas, capazes de realizar estudos nas áreas de biologia, oceanografia, glaciologia, meteorologia e antropologia.
A área desta estação é de 4,5 mil metros quadrados e poderá hospedar 64 pessoas, entre pessoal técnico e pesquisadores. Cientistas da FIOCRUZ estarão entre os primeiros a trabalhar na nova estação, desenvolvendo pesquisas na área de microbiologia, a partir da análise de fungos que só existem na Antártica, e no poder medicinal desses microrganismos. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) também já confirmou que vai desenvolver projetos meteorológicos na base brasileira.
Concluindo, é essencial a base brasileira neste continente em todos os âmbitos.
Matéria e edição: Jaqueline Vianna
Revisão: Cláudio Grecco, PhD
Fotografia: "Crédito: Estúdio 41/Divulgação"
Fonte:https://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=nova-estacao-brasileira-antartica&id=020175200114#.Xh4S4txhnIU, página visitada em 12/01/2020
https://pt.wikipedia.org/wiki/Programa_Ant%C3%A1rtico_Brasileiro, página visitada 11/01/2020

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